O debate sobre o impeachment no STF ganha força entre candidatos ao Senado
O Supremo Tribunal Federal (STF) voltou a ocupar o centro das discussões políticas em Pernambuco e no país após revelações envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, preso por suspeitas de fraudes financeiras bilionárias. Essa situação ocorre em meio a episódios recentes, como a suspensão monocrática da campanha do candidato a presidente Renan Santos (Missão) pelo ministro Dias Toffoli, e casos anteriores que mantêm a Corte no foco do debate público, como o julgamento dos atos de 8 de janeiro de 2023 e a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Pesquisa mostra alta demanda por senadores favoráveis ao impeachment
De acordo com a pesquisa Quaest realizada em março, 66% dos 2.004 eleitores consultados em todo o Brasil pretendem votar em senadores que apoiem o impeachment de ministros do STF. Esse cenário reforça a importância do Senado, que neste ano renovará dois terços de suas cadeiras e detém o poder constitucional de processar e julgar ministros do Supremo, conforme a Lei do Impeachment.
Posicionamentos dos candidatos ao Senado em Pernambuco
O portal Jamildo.com, que vem promovendo sabatinas com os candidatos, reuniu as declarações e propostas dos principais concorrentes ao Senado que participaram do PodJá – O Podcast do Jamildo. O senador Humberto Costa (PT) foi entrevistado em 2025, antes do tema ganhar destaque, e ainda participará da nova série de podcasts. Paulo Rubem Santiago (Rede) será entrevistado no próximo sábado (05).
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Fonte: soudebh.com.br
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Fonte: rjnoar.com.br
Marília Arraes (PDT), líder nas pesquisas em Pernambuco, critica a politização do debate sobre impeachment, especialmente a divisão entre direita e esquerda. Ela afirma não ver motivos para votar a favor da remoção de ministros do STF e demonstra preocupação com os impactos que um impeachment poderia causar na estabilidade dos poderes e na economia, apontando para o risco de aumento nos preços de produtos e serviços. Apesar disso, Marília apoia a ideia de estabelecer mandatos para os ministros e se mostra aberta ao diálogo sobre o tema.
Mendonça Filho (PL), representante da direita com melhor pontuação nas pesquisas, defende que qualquer candidato que rejeite o debate sobre impeachment não deveria ocupar uma cadeira no Senado, considerando essa atribuição essencial ao cargo. Ele não se posiciona favoravelmente ao impeachment, mas afirma que, se necessário, julgará ministros do Supremo. Mendonça apoia a fixação de mandatos para os ministros, ressalta que anteriormente o STF era composto por juristas renomados com menor alinhamento ideológico e sugere a adoção de critérios como idade mínima para o cargo e novo modelo para a aprovação das indicações presidenciais pelo Senado.
Outros candidatos destacam diferentes perspectivas sobre o tema
O deputado federal Túlio Gadêlha (PSD), alinhado ao campo lulista, manifesta preocupação com o uso eleitoral do tema impeachment, mas reconhece a necessidade de fiscalização parlamentar sobre o STF, que considera fundamental. Para ele, transformar o impeachment em plataforma de campanha é arriscado e alimenta conflitos institucionais que prejudicam a democracia.
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Fonte: omanauense.com.br
Eduardo da Fonte (PP), da chapa de Raquel Lyra, critica o uso do impeachment como ferramenta eleitoral e defende o fortalecimento dos Três Poderes. Ele relembra que votou diversas vezes a favor de impeachments na Câmara dos Deputados, sempre com base na Constituição, e afirma que manterá essa postura. Após as recentes denúncias envolvendo Moraes e Vorcaro, Dudu defende a investigação do caso e apoia a criação de mandatos para ministros do STF. Seu podcast foi ao ar na quarta-feira (02) às 14h.
Carlos Sant’Anna (Novo), cotado para formar dobradinha com Mendonça Filho, diferencia suas críticas ao STF das críticas aos ministros, apontando para influências político-partidárias em julgamentos sobre temas semelhantes. Ele também criticou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (UB-AP), por supostamente travar pautas relacionadas ao impeachment no Senado. Para Sant’Anna, a renovação da Casa e da liderança do Parlamento é fundamental para viabilizar processos de afastamento de ministros do STF.
Próximos passos nas sabatinas e o impacto no cenário político
O Jamildo.com continua as entrevistas com os candidatos ao Senado, incluindo Humberto Costa (PT), Paulo Rubem Santiago (REDE) e Carlos Sant’Anna (Novo). A renovação da Casa Alta em Pernambuco e a posição dos futuros senadores frente ao STF terão impacto direto na condução de processos institucionais como o impeachment de ministros, com reflexos administrativos e políticos para o estado e o país.

