Renúncia e reação do Congresso
O presidente do Paraguai anunciou sua renúncia poucos instantes depois que deputados da oposição apresentaram pedidos de impeachment contra ele, em meio ao colapso do Ueno Bank. O banco digital deixou cerca de 3 milhões de clientes sem acesso às suas contas, conforme apurado pelo jornal ABC Color.
Imediatamente após a renúncia, a Câmara dos Deputados aprovou o pedido de impeachment contra o presidente com 78 votos favoráveis. O processo segue agora para o Senado, que deve deliberar sobre o caso. Por outro lado, o pedido contra o vice-presidente Pedro Alliana foi rejeitado e arquivado na mesma sessão.
Motivos e implicações da saída
Ao anunciar a renúncia, o presidente citou a instabilidade financeira como fator decisivo, embora tenha evitado assumir responsabilidade direta pela crise. Ele ressaltou a importância da devolução dos depósitos, o funcionamento do fundo de garantia e a proteção dos recursos públicos.
Leia também: Grupo Formoso: Gigante do Agronegócio Enfrenta Crise Financeira e Busca Recuperação Judicial
Fonte: cidaderecife.com.br
Leia também: Lula Alerta sobre Catástrofe Humanitária enquanto Milei Apoia Pressão de Trump sobre a Venezuela
Fonte: triangulodeminas.com.br
Com a renúncia, o pedido será encaminhado ao Congresso para aprovação formal. Caso seja aceito, Pedro Alliana assumirá a presidência do país. O ex-presidente, por sua vez, ficará com o cargo de senador vitalício, conforme previsto na Constituição Nacional para ex-mandatários que deixam o cargo sem destituição.
Contexto da crise no Ueno Bank
O Banco Central do Paraguai interveio no Ueno Bank após verificar que a instituição não atendia aos requisitos mínimos de solvência. O banco gerencia cerca de US$ 850 milhões em fundos públicos. A intervenção resultou na renúncia do presidente do Banco Central, Carlos Carvallo, e na nomeação do economista Raúl Vera Bogado para o cargo.
Peña, que assumiu a presidência em 2023 com mandato até 2028, foi acionista da Ueno Holding até 2025. A crise desencadeou investigação criminal do Ministério Público, que determinou a prisão de oito dirigentes do banco, incluindo o presidente Juan Manuel Gustale e o empresário Miguel Vázquez.
Acusações e desdobramentos políticos
A oposição responsabiliza o governo pela crise, apontando conflitos de interesse, uso indevido de fundos de pensão e acobertamento na condução do caso. O episódio expõe tensões políticas e institucionais que deverão impactar os próximos movimentos no Congresso e no Executivo paraguaio.

