Do Primeiro Mundial à Copa do Centenário
Enquanto a segunda rodada da Copa do Mundo de 2026 está em andamento, a expectativa para a edição de 2030 já cresce. Conhecida como a Copa do Centenário, essa edição vai celebrar 100 anos desde o primeiro Mundial, realizado em 1930. Naquela época, o rádio ainda engatinhava e as transmissões ao vivo não existiam. O Diario de Pernambuco, que já completava 105 anos, estava presente para registrar a história daquele evento pioneiro.
Em 13 de julho de 1930, o Diario estampava na capa: “Inicia-se hoje, em Montevidéu, o campeonato mundial de ‘foot-ball'”. Na página 2, detalhes do torneio revelavam os desafios da época, como a dúvida sobre a participação do meio-campista brasileiro Fortes no jogo contra a Iugoslávia, sob a organização do delegado técnico Píndaro Carvalho. As informações chegavam aos países com atraso, chegando ao Brasil via boletins telegráficos ou alto-falantes nas ruas.
Uma Copa marcada por pioneirismo e desafios
O Mundial de 1930 contou com 13 seleções convidadas, e os resultados demoravam dias para chegar à Europa, dependendo da rota dos navios e telégrafos. O Uruguai conquistou o título em casa ao vencer a Argentina por 4×2, depois de estar perdendo por 2×1 no primeiro tempo, diante de 100 mil espectadores. O argentino Stábile, primeiro artilheiro da história das Copas, marcou oito gols ao longo do torneio, mas apenas um na final.
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Fonte: odiariodorio.com.br
A edição de 2030, por sua vez, será inédita em vários aspectos: será realizada em seis países de três continentes. Espanha, Portugal e Marrocos sediarão a maior parte dos jogos, enquanto Uruguai, Argentina e Paraguai receberão as três partidas iniciais para celebrar o centenário do evento.
Novos protagonistas e expectativas para o centenário
Em 2026, seleções como Cabo Verde, Curaçau, Jordânia e Uzbequistão estrearam na Copa. Para 2030, países como Suriname e Nova Caledônia, que quase garantiram vaga na repescagem intercontinental, podem finalmente fazer sua estreia. Isso abre espaço para confrontos inéditos, como uma possível vitória do Suriname sobre a Espanha ou desafios para Portugal contra a Nova Caledônia.
Na perspectiva dos jogadores, a comparação entre Messi e atletas mais jovens, como Neymar, sugere que o craque argentino ainda pode disputar mais uma Copa, prestigiando a artilharia centenária iniciada por Stábile. E para o Brasil, a busca pelo hexa ou até o hepta segue como uma meta realista e motivadora.
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Fonte: belzontenews.com.br
Ficar de olho na Copa do Mundo de 2030 é acompanhar uma celebração do futebol que vai muito além do campo. É um resgate histórico e uma projeção do futuro, com novos países, jogadores e histórias para contar. E, claro, com a torcida brasileira esperando estar presente mais uma vez.

