O Sonho da Copa do Mundo Feminina Está Mais Próximo
Em 26 de junho de 2027, o Brasil vivenciará um momento histórico ao sediar a Copa do Mundo Feminina. Para muitos, essa conquista parecia distante, até difícil de imaginar, mas hoje se aproxima com força. Kin Saito, diretora de futebol feminino da Federação Paulista de Futebol (FPF), sintetiza bem o sentimento: “Sediar uma Copa do Mundo é aquele sonho que você não sonhou”. Essa frase traduz a complexa trajetória do futebol feminino no país, marcada por desafios e avanços significativos.
Da Proibição à Pioneirismo no Futebol Feminino Paulista
Entre 1941 e 1979, o futebol feminino foi proibido no Brasil, só sendo regulamentado em 1983. Foram 44 anos entre o retorno à legalidade e o momento atual, em que o país se prepara para receber a principal competição de seleções do mundo. Kin destaca o impacto dessa trajetória: “É um momento marcante na história brasileira, que saiu da proibição para a regulamentação e hoje conta com a Federação Paulista pioneira na criação da primeira competição.”
A FPF se destaca como referência no desenvolvimento da modalidade. Foi a primeira entidade a criar um departamento exclusivo para o futebol feminino, em 2016, e a responsável pelo primeiro campeonato de base do país, o Paulista Feminino Sub-17, em 2017. Além disso, o Paulistão Feminino foi o primeiro torneio feminino no Brasil a ter VAR em todas as partidas e se tornou a primeira competição sustentável da modalidade. Kin ressalta o orgulho pelo progresso: “O Estado de São Paulo é sinônimo de avanço para o futebol feminino”.
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Fonte: londrinagora.com.br
Impactos e Expectativas para a Copa do Mundo 2027
Receber a Copa do Mundo Feminina é um poderoso catalisador para o crescimento do esporte. Cris Gambaré, coordenadora de Seleções Femininas, reforça a importância de mudar a percepção sobre o futebol feminino: “O mais importante é transformar a mentalidade de quem ainda vê esse esporte como despesa e não como receita.” Ela destaca também a necessidade de manter o interesse e o investimento mesmo após o evento: “Não podemos apagar a luz depois da Copa, é fundamental continuar falando da modalidade”.
A edição de 2027 será a décima da Copa do Mundo Feminina, que vem crescendo exponencialmente. A competição em 2019, realizada na França, foi um divisor de águas, com recordes de audiência, transmissões e investimentos. Aproximadamente 1,2 milhão de torcedores estiveram nos estádios, e o evento injetou cerca de € 300 milhões no PIB francês.
A Força da Torcida e o Legado Cultural
No Brasil, momentos históricos como a final do futebol feminino no Pan-Americano de 2007, disputada no Maracanã entre Brasil e Estados Unidos, mostraram o potencial da modalidade. Com 72 mil pessoas presentes, a partida marcou a carreira da ex-capitã Aline Pellegrino, que lembra a emoção daquela casa cheia: “Foi o jogo mais importante da minha vida, um momento de visibilidade que mudou tudo.” Ela acredita que há sinergia para repetir esse feito na Copa do Mundo de 2027, envolvendo torcedores em todos os jogos.
O legado pós-Copa é tema recorrente entre as lideranças do futebol feminino. Kin Saito destaca a importância de uma mudança cultural ampla. Aline Pellegrino reforça que o engajamento dos clubes e a paixão dos torcedores serão essenciais para consolidar esse legado. Já Cris Gambaré vê a expansão da visibilidade, patrocínios e investimentos como parte desse impacto, que vai além da Seleção e envolve clubes, estados e federações.
Preparação para a Maior Copa do Mundo Feminina da História
Com um ano para o início do torneio, o futebol feminino paulista e brasileiro avança a passos largos. O momento é de consolidar o crescimento, enfrentar os desafios e construir a maior Copa do Mundo Feminina da história. A união entre entidades, atletas e torcedores será fundamental para que o evento deixe um legado duradouro e fortaleça ainda mais o esporte no país.

