Ecossistema Oeste Inovador: um novo polo tecnológico no Recife
O Recife ganha uma importante área dedicada ao desenvolvimento de negócios baseados em ciência e tecnologia. Localizado na Zona Oeste da cidade, o Ecossistema Oeste Inovador integra universidades, centros de pesquisa, startups, empresas e investidores, com a missão de fomentar soluções inovadoras, atrair investimentos e fortalecer a economia do conhecimento em Pernambuco. A iniciativa visa especialmente o crescimento das deeptechs – startups originadas a partir de pesquisas científicas e tecnologias avançadas – e já conta com empreendimentos como AquaStone, Biofábrica de Corais e Pluvi.
Parceria estratégica para inovação local
A oficialização do projeto ocorreu no dia 15, na sede do Sebrae/PE, que assinou o protocolo de intenções e é um dos principais parceiros da iniciativa. A metodologia Ecossistemas Locais de Inovação (ELI), desenvolvida pelo Sebrae, foi fundamental para estruturar o Oeste Inovador. O acordo formaliza uma agenda de cooperação entre instituições, focada na integração de competências científicas e tecnológicas, valorização do conhecimento e incentivo a negócios de base científica avançada.
Com uma área de pouco mais de 11 quilômetros quadrados, o polo reúne ativos importantes de Pernambuco, incluindo o Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (Cetene), Instituto Federal de Pernambuco (IFPE), Instituto de Tecnologia de Pernambuco (Itep), Instituto Internacional Despertando Vocações (IIDV), Parqtel, Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-PE), Universidade de Pernambuco (UPE), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Hospital das Clínicas (EBSERH) e o Parque.TeC UFPE.
Metodologia ELI fortalece ambiente de inovação
O Sebrae liderou a construção do Oeste Inovador com base na metodologia ELI, que fomenta a articulação entre instituições, empresas e atores locais para fortalecer o ambiente de inovação. O objetivo é ampliar a colaboração e criar condições para o surgimento e crescimento de negócios inovadores na região.
Leonardo Carolino, gerente do Sebrae/PE para a Região Metropolitana do Recife, destaca que o ecossistema nasce da conexão entre instituições, com governança capaz de enfrentar os desafios da inovação. “Queremos transformar conhecimento em soluções para problemas reais da sociedade”, afirma.
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Fonte: parabelem.com.br
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Josiana Ferreira, diretora Técnica do Sebrae/PE, ressalta que o diferencial está na capacidade de unir competências já consolidadas em torno de uma agenda comum. O Oeste Inovador representa cooperação e planejamento coletivo em uma área que concentra pesquisadores, estudantes, laboratórios, incubadoras e parques tecnológicos, buscando ampliar o impacto social e econômico.
Próximas etapas para o desenvolvimento do polo
Com o lançamento oficial do ecossistema, os próximos passos incluem a criação de um núcleo gestor para planejar o desenvolvimento da área, buscar financiamentos, oferecer suporte às organizações envolvidas e formular políticas públicas em níveis municipal, estadual, regional e federal. Também está prevista a criação de um ambiente favorável para o crescimento e fixação das startups incubadas, além da atração de empresas e indústrias para o setor privado.
Outras iniciativas contemplam o estudo da dinâmica urbana da Zona Oeste do Recife, visando consolidar a região como um novo centro na capital. O plano pretende impulsionar a formação de capital humano qualificado, criar empregos e atrair profissionais especializados para a área.
Conexão e maturidade para inovação
No lançamento, Marcelo Carneiro Leão, do Cetene, apresentou ações iniciadas e avanços na consolidação do ecossistema. Ele destacou a maturidade das instituições em diferenciar invenção de inovação, enfatizando a importância de transformar conhecimento em resultados práticos que beneficiem a população.
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Fonte: soudebh.com.br
Comparando o projeto com o Porto Digital, ele explicou que a iniciativa visa tornar ações existentes mais articuladas, sistêmicas e orgânicas. A ideia é criar uma entidade que capte recursos e firme parcerias com a iniciativa privada e o setor público em todas as esferas.
“O primeiro passo é articular as instituições, gerar sinergia e construir unidade”, afirma Carneiro Leão, destacando que o ecossistema, embora esteja no Recife, posiciona-se como porta de entrada para o interior de Pernambuco, espalhando desenvolvimento por todo o estado.
Potencial científico e econômico do Oeste Inovador
Pedro Carelli, pró-reitor de Pesquisa e Inovação da UFPE, compartilhou a visão e o potencial da Área de Inovação em ciência aplicada da Zona Oeste. O ecossistema reúne cerca de 6 mil pesquisadores, mais de 65 mil estudantes de graduação e quase 14 mil alunos de pós-graduação. Além disso, mobiliza mais de R$ 1,36 bilhão em projetos de ciência, tecnologia e inovação, com mais de 560 laboratórios, quatro incubadoras e dois parques tecnológicos.
Carelli destaca que o Oeste Inovador representa um marco em Pernambuco e no Brasil. A concentração de competências na região é incomparável no Nordeste e bastante rara no país, reforçando o impacto potencial do novo polo.
