Impulso nas vendas de eletrônicos e alimentação para a Copa do Mundo
A proximidade da Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, México e Canadá, já começa a movimentar o comércio em Pernambuco. Segundo análise da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Pernambuco (Fecomércio-PE), setores ligados ao entretenimento doméstico, alimentação e produtos de conveniência devem registrar crescimento expressivo durante o evento.
O levantamento realizado pelo Hub de Dados do Comércio destaca que o impacto da competição no varejo local não é uniforme. Famílias direcionam parte relevante do orçamento para itens que proporcionam a experiência de assistir aos jogos em casa, beneficiando principalmente os segmentos de eletroeletrônicos, supermercados e bebidas.
Crescimento de 18% nas vendas de televisores
Os efeitos já podem ser percebidos no mercado. De acordo com a Fecomércio-PE, as vendas de televisores em Pernambuco cresceram 18% no início de 2024. Rafael Lima, economista da Federação, ressalta que esse aumento está ligado à preparação dos consumidores para acompanhar as partidas em casa durante o Mundial.
Leia também: Jogo do Brasil na Copa do Mundo 2026: adversário, horário e transmissão confirmados
Fonte: ocuiaba.com.br
Leia também: Brasil enfrenta Haiti na Copa do Mundo 2026: saiba horário, local e transmissão
Fonte: soudesaoluis.com.br
Além dos eletrônicos, o estudo chama atenção para a elevação nos preços de produtos consumidos tradicionalmente nas reuniões durante os jogos. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que as carnes tiveram alta acumulada de 7,45% nos últimos 12 meses, com destaque para a picanha, que subiu 6,35% no período — um item frequentemente associado aos encontros entre amigos durante a Copa.
Copa ampliada e eventos locais reforçam o consumo
A edição de 2026 terá formato inédito, com 48 seleções e duração de 39 dias, o que amplia significativamente o período de mobilização do consumo. Em Pernambuco, esse impacto deve ser ainda maior por coincidir com datas comerciais importantes, como o Dia dos Namorados e as festas juninas.
Essa combinação favorece não só o varejo, mas também setores como alimentação fora do lar, entretenimento, hospedagem e turismo. Rafael Lima explica que a extensão da competição cria uma janela prolongada para que o comércio e serviços desenvolvam estratégias integradas e potencializem as vendas.
Histórico reforça mudanças temporárias no consumo
O comportamento dos consumidores pernambucanos durante copas anteriores confirma as tendências apontadas. Em 2014, ano em que o Brasil sediou o evento, o segmento de móveis e eletrodomésticos cresceu 16% no estado. Em 2018, o setor de combustíveis avançou 15,3%, enquanto tecidos, vestuário e calçados registraram queda de 13,4%.
Supermercados também registram aumento nas vendas durante a Copa. Entre 2002 e 2018, o crescimento médio no volume de vendas foi de cerca de 5% nos meses do torneio.
Esses dados evidenciam que os consumidores tendem a priorizar gastos relacionados ao lazer em casa e confraternizações durante o período da competição, concentrando gastos em alimentos, bebidas e itens para reuniões sociais.

