Conflito entre Rasmus Hojlund e Jorge Jesus após Portugal x Dinamarca
O clima esquentou logo após a vitória de Portugal por 4 a 2 sobre a Dinamarca, na última quinta-feira (1º/10). Rasmus Hojlund, atacante dinamarquês e admirador declarado de Cristiano Ronaldo, empurrou o técnico português Jorge Jesus durante o cumprimento entre as equipes. O episódio ocorre em meio a uma crise que envolve o treinador e o craque português, que decidiu se despedir da seleção nacional.
Homenagem e polêmica na celebração de gol
Durante a partida, Hojlund marcou o segundo gol da Dinamarca e celebrou com a característica comemoração de Cristiano Ronaldo, o famoso “Siu”. O jovem atacante explicou que a celebração era uma homenagem ao seu ídolo, que possivelmente encerrou sua trajetória na seleção após os recentes desentendimentos.
“É apenas uma homenagem a um homem que pode ter chegado ao fim da sua carreira na seleção nacional, depois do que aconteceu. Sim, só queria prestar homenagem mais uma vez. Não tem nada a ver com falta de respeito. Ele é o meu grande ídolo”, declarou Hojlund.
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Crise entre Cristiano Ronaldo e Jorge Jesus
Nos bastidores, o jornalista Nuno Luz revelou no programa La Tribu detalhes da tensão entre Cristiano Ronaldo e Jorge Jesus. Segundo ele, o craque já havia decidido se aposentar da seleção, mas o treinador tentou convencê-lo a continuar com ligações diárias. Além disso, o presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Pedro Proença, participou de uma reunião na casa do atleta para conversar sobre a decisão.
O acordo estabelecido previa que Cristiano Ronaldo jogaria as duas primeiras partidas em casa contra País de Gales e Noruega. Jorge Jesus prometeu ainda dar 30 minutos de jogo nas partidas em que CR7 não fosse titular. No entanto, o plano mudou e, na partida contra a Noruega, o atacante ficou no banco durante a vitória por 2 a 1 fora de casa, frustrando suas expectativas.
Reunião de emergência e promessas não cumpridas
A situação se agravou e exigiu uma reunião entre jogador, treinador e presidente da FPF. O técnico admitiu o erro de deixar Cristiano Ronaldo no aquecimento por cerca de 30 minutos sem colocá-lo em campo e se comprometeu a reconhecer publicamente a falha na coletiva seguinte. O atacante também reconheceu a importância de apoiar os companheiros, e assim, um acordo inicial foi firmado.
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Entretanto, o conflito ressurgiu quando Jorge Jesus não cumpriu a promessa de pedir desculpas publicamente. Durante a coletiva no estádio Parken, em Copenhague, onde Portugal enfrentou a Dinamarca, o treinador confirmou Cristiano Ronaldo no treinamento, mas o atleta decidiu deixar o centro de treinamento logo após a coletiva, indo direto para o hotel para pegar suas malas e deixar a seleção.
Despedida de CR7 da seleção portuguesa
Conforme informações do jornal espanhol Marca, o técnico e o presidente da Federação tentaram convencer Cristiano Ronaldo a permanecer, mas ele recusou. O atacante embarcou em um avião particular que o buscou em Copenhague e o levou a Madri. O jornalista Edu Aguirre, amigo de CR7, revelou que Jorge Jesus chegou a pedir desculpas pessoalmente após o episódio do banco de reservas.
Até o momento, Cristiano Ronaldo não detalhou o ocorrido. Em comunicado nas redes sociais, afirmou que deixaria a concentração após a coletiva e prometeu esclarecer toda a situação no momento oportuno: “A seu tempo, direi a verdade a todos os Portugueses sobre as razões que motivaram a minha saída da equipa nacional, à qual sempre me dediquei”.

