Impacto da dengue em Pernambuco
Pernambuco confirmou a sétima morte por dengue em 2026. O paciente, um jovem de 19 anos residente no Recife, faleceu no dia 20 de agosto. A informação foi divulgada pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) no Boletim Epidemiológico de arboviroses nº 42, publicado em 28 de agosto.
Até o momento, o estado registra 12.913 casos confirmados de dengue, sendo 731 classificados como graves. O número total de notificações chegou a 52.909, o que representa um aumento de 31,2% em relação ao mesmo período de 2025. Dentre esses registros, 23.493 são considerados casos prováveis, enquanto 29.416 foram descartados após análise.
Distribuição dos casos e perfil das mortes
O jovem que faleceu apresentava comorbidades, o que pode ter agravado seu quadro clínico. Além dos sete óbitos confirmados, a SES-PE acompanha 13 mortes em investigação e descartou 37 casos. Uma das mortes confirmadas é classificada como alóctone, indicando que a infecção ocorreu fora do município de residência ou de notificação, conforme os critérios epidemiológicos vigentes.
A incidência estadual da dengue é de 245,7 casos prováveis para cada 100 mil habitantes. Em relação à distribuição municipal, 88 localidades apresentam baixa incidência da doença, 51 estão em nível médio e 43 registram alta incidência.
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O Recife lidera o ranking de casos prováveis com 3.660 registros, seguido por Jaboatão dos Guararapes (3.227), Petrolândia (1.247), Paulista (1.106) e Cabo de Santo Agostinho (952).
Crescimento de chikungunya e casos de zika
Pernambuco notificou 7.610 casos de chikungunya em 2026, dos quais 2.304 são considerados prováveis e 5.306 foram descartados. Até o período analisado, 435 casos foram confirmados. A incidência estadual é de 24,1 casos prováveis por 100 mil habitantes.
Goiana registra o maior número de casos prováveis de chikungunya, com 453 notificações, seguida por Recife (362) e Jaboatão dos Guararapes (283). Outros municípios com números relevantes incluem Paulista (253), Cabo de Santo Agostinho (105) e Condado (72).
Quanto à zika, o boletim da SES-PE indica 1.407 notificações, com 107 casos prováveis e 1.295 descartados. Confirmaram-se 17 casos, resultando em uma incidência de 1,1 caso provável por 100 mil habitantes.
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Paudalho apresenta o maior número de casos prováveis de zika, com 27 registros, seguido por Tupanatinga (11), Caruaru e Camaragibe (7 cada).
Alerta para infestação do Aedes aegypti
O controle vetorial aponta que 57,1% dos municípios ou áreas avaliados em Pernambuco estão em risco moderado de infestação pelo mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika. Nestes locais, o índice de infestação predial varia entre 1% e 3,9%, faixa considerada de alerta.
Além disso, 8,7% das áreas apresentam alto risco, com índice superior a 3,9%, enquanto 33,7% estão em situação de baixo risco, com índice abaixo de 1%.
Esses dados reforçam a necessidade de ações contínuas de prevenção e controle para reduzir a circulação desses vírus e proteger a população.

