O falecimento de Presley Gerber e seu impacto no debate sobre saúde mental
Presley Gerber, modelo e filho da supermodelo Cindy Crawford, morreu aos 27 anos, conforme confirmado pelo seu representante à CNN na madrugada de segunda-feira (21). O Instituto Médico Legal do Condado de Los Angeles informou que ele faleceu no domingo, enquanto estava em uma clínica de reabilitação, mas a causa da morte não foi divulgada.
O assessor de Cindy Crawford reforçou o pedido de privacidade da família diante desse momento delicado e doloroso. Presley nasceu na Califórnia em 1999 e era um dos dois filhos de Crawford com o empresário Rande Gerber. Assim como a irmã Kaia, ele iniciou no mundo da moda ainda adolescente, estreando nas passarelas aos 16 anos pela grife italiana Moschino.
Ao longo da carreira, Presley desfilou para marcas de prestígio como Burberry, Dolce & Gabbana e Bottega Veneta, além de nomes americanos renomados, como Tommy Hilfiger e Ralph Lauren. Ele também participou de campanhas publicitárias para Calvin Klein, Celine, Pepsi e Omega, e teve aparições em revistas importantes, incluindo GQ Style e The New York Times Style Magazine.
Engajamento na saúde mental e desafios pessoais
Além da moda, Gerber também atuava como investidor e empresário, segundo biografia da agência DNA Model Management, que o representou a partir de 2019. Nos últimos anos, ele falou publicamente sobre suas batalhas com saúde mental e uso de substâncias, trazendo atenção para essas questões através de suas redes sociais e iniciativas.
Leia também: Governo do Amapá amplia atendimento psicológico em aldeia indígena no mês da saúde mental
Fonte: amapainforma.com.br
Leia também: Presley Gerber, modelo e filho de Cindy Crawford, morre aos 27 anos
Fonte: agazetadorio.com.br
Em 2023, durante participação no podcast Studio 22, Presley destacou a importância de usar suas plataformas para conscientizar sobre saúde mental, tema que definia como “uma parte muito grande da minha vida”. Criou a iniciativa “Mental Health Mondays” e colaborou com organizações não governamentais, como a A Sense of Home, que apoia pessoas em situação de rua em Los Angeles.
Em dezembro, gerou comoção ao publicar um vídeo no Instagram detalhando seu uso de medicamentos prescritos, como antidepressivos e Xanax para crises de pânico. No vídeo, que depois foi removido, ele comentou as perdas recentes que afetaram seu estado emocional. Cindy Crawford respondeu com uma mensagem de apoio: “Presley — nós amamos você e você não está sozinho”.
Kaia Gerber, em entrevista para a Vogue americana, também falou sobre os desafios do irmão com dependência química e o impacto na família. Ela revelou como essa experiência a fez se identificar como “a pessoa fácil”, evitando pedir ajuda apesar das dificuldades.
Leia também: Presley Gerber, filho de Cindy Crawford, morre aos 27 anos e deixa legado na moda e saúde mental
Fonte: daquibahia.com.br
Legado e orientações para a rede pública de saúde
O falecimento de Presley Gerber traz à tona a urgência de discutir saúde mental e dependência química com mais atenção na rede pública de saúde. A visibilidade que ele deu ao tema ajuda a desmistificar o cuidado, mostrando que as dificuldades podem atingir qualquer pessoa, independentemente do perfil social.
É fundamental que pacientes, familiares e profissionais estejam atentos às iniciativas de prevenção, acompanhamento e tratamento disponíveis. O investimento em políticas públicas e serviços qualificados pode fazer a diferença para muitos que enfrentam desafios semelhantes aos vividos por Presley.
A família, apesar da dor, reforça a importância da privacidade neste momento, enquanto a sociedade é convidada a refletir sobre o papel da empatia e da assistência qualificada no enfrentamento da saúde mental.

