O Passinho do Jamal ganha as ruas e os estádios
Desde sua origem nas periferias do Recife, o Passinho do Jamal se tornou um fenômeno cultural que ultrapassou fronteiras. Criado pelo recifense Romero Silva Oliveira Junior, conhecido como Jamal, o movimento nasceu nas rodas de dança do brega funk, chamadas de “muvucão”, e em pouco tempo conquistou as redes sociais e até os gramados do futebol mundial. Jogadores como o brasileiro Endrick, o espanhol Lamine Yamal e a seleção de Cabo Verde passaram a usar a dança para comemorar gols e títulos, levando o ritmo até a Copa do Mundo de 2026.
Crescimento e profissionalização da Tropa do Jamal
Para Jamal, que tem 26 anos, ver sua criação reconhecida no maior evento esportivo do planeta é motivo de orgulho. “É o maior evento do mundo, e ver as pessoas fazendo algo que você criou e o público te mencionando é muito bom”, afirmou em entrevista ao Diario. Acompanhado dos parceiros MC Eo Chapa e Igor Tafarel, Jamal circula pela comunidade do Campo do Onze, em Santo Amaro, atraindo a atenção de jovens e crianças inspirados pelo sucesso do grupo. Um estudante chegou a mostrar uma prova de matemática da rede pública com uma questão sobre o Passinho do Jamal, prova de que o ritmo virou cultura local.
Desde o sucesso do brega funk “Toma Botada”, em outubro do ano passado, que alcançou o Top 3 Virais do Spotify graças à dança, a percepção sobre o Passinho do Jamal mudou. Eo Chapa, um dos autores da música, destacou que o movimento deixou de ser visto como meme e passou a ser valorizado como expressão cultural da comunidade. Ele próprio largou o trabalho de servente de pedreiro para se dedicar integralmente ao projeto, assim como Jamal, que deixou o emprego de entregador de água.
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Fonte: parabelem.com.br
Autonomia artística e desafios do reconhecimento
Além do sucesso, a equipe busca crescer com profissionalismo. MC Eo Chapa montou um estúdio em casa para produzir suas próprias batidas e planeja criar uma produtora própria, a TJ Produtora, para garantir autonomia sobre suas músicas e evitar perdas financeiras com terceiros. Essa preocupação com a autoria é uma resposta a situações em que o Passinho do Jamal foi confundido com criações de outros influenciadores, como um caso recente em que um influenciador carioca recebeu crédito indevido pela dança.
“Sou grato às pessoas que estão espalhando o que criei, mas me chateia quando dizem que não é meu. Quero usufruir do que criei”, declarou Jamal, que tem trabalhado para esclarecer sua autoria. Ele conta que a ideia do passo surgiu da inspiração nos bregas funks antigos, especialmente dos movimentos de Boca Ratão, aos quais acrescentou a movimentação das mãos para inovar.
Perspectivas e projeções para o futuro
Com mais de 533 mil seguidores no Instagram, Jamal acredita que seu alcance poderia ser ainda maior se fosse sempre devidamente creditado. Apesar dos obstáculos, mantém a confiança. “Tem muita gente que usa o meu passinho e abusa da fé da gente, mas acredito que Deus está no controle e o que for da gente vai ser”, afirmou.
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Fonte: bh24.com.br
Jamal e seus parceiros planejam continuar produzindo conteúdo de brega funk, dança e humor para as redes sociais, ampliando o impacto do movimento. Além disso, seguem na torcida pelo Brasil na Copa do Mundo. Igor Tafarel aposta na vitória brasileira contra a França na final, prevendo gols de Endrick e, claro, muita celebração com o Passinho do Jamal.

